VACINAS PARA A COVID-19 APROVADAS PARA USO EMERGENCIAL NO BRASIL

Data: 07/05/2021 *Vamos atualizando com novos textos, a medida que as informações forem mudando

Atualmente 3 vacinas foram aprovadas para prevenção da COVID-19 no Brasil: a Coronavac produzida pela empresa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo, a de Oxford/AstraZeneca e a da Janssen da Johnson & Johnson.

A Coronavac é uma vacina produzida a partir do vírus SARS-CoV-2 inativado (morto). Sua produção consiste na replicação do vírus em células de rim de macaco que possuem alta capacidade de replicação viral. Posteriormente os vírus são coletados e inativados com reagentes químicos, as últimas etapas consistem em purificação, concentração e esterilização. O resultado do estudo fase III no Brasil mostrou uma eficácia de 62,3%, com um intervalo de 21 dias entre a primeira e segunda dose. Além disso, a vacina Coronavac teve uma taxa de prevenção contra mortes de 100%.

A vacina da Oxford/AstraZeneca (ChAdOx1 n-CoV19) usa uma outra abordagem: uma parte do genoma viral é adicionada em um vetor de adenovírus de macaco. Um vetor funciona como um carreador, que uma vez dentro da célula, é capaz de expressar o gene de interesse. No caso da ChAdOx1 n-CoV19, o gene de interesse é o da proteína espícula, do inglês Spike. Uma vez que a Spike é produzida pelas nossas células o nosso organismo é capaz de desenvolver uma resposta imunológica contra o vírus selvagem e induzir uma resposta a longo prazo. Os resultados fase I/II e III mostraram que a vacina é segura e teve uma eficácia global de mais de 70%. Recentemente foram relatados raríssimos casos de coágulos (7 pessoas dentre 20 milhões que receberam a vacina).

A vacina da Janssen, assim como a da AstraZeneca também se baseia em um vetor de adenovírus, no entanto, ela é aplicada em dose única. A eficácia dessa vacina é de 66,3%. Recentemente foram relatados raros casos de coágulos em mulheres abaixo de 50 anos o que levou a pausa da sua aplicação nos Estados Unidos.

IMPORTANTE: Vale lembrar que o risco da COVID-19 em causar trombose é de cerca de 20%, dessa forma, é muito importante que a população não deixe de tomar as vacinas!

Também vale a pena ressaltar que mesmo sendo vacinado não devemos abrir mão do uso de máscaras, do álcool gel e do distanciamento social. Essas medidas ainda serão importantes por um bom tempo. O vírus circula em pessoas e mesmo estando vacinado você ainda é capaz de transmitir a doença para pessoas que não tomaram a vacina ainda, ou que por algum motivo não podem ser vacinados, como é o caso de pessoas com deficiência no sistema imunológico e imunossuprimidas.

Referências
https://inovadocente.com.br/blog/a-vacina-chegou-e-agora
https://www.ema.europa.eu/en/news/covid-19-vaccine-astrazeneca-benefits-still-outweigh-risks-despite-possible-link-rare-blood-clots
https://doi.org/10.1016/j.eclinm.2020.100639
DOI: 10.1186/s13063-020-04775-4

Texto produzido por:
Roberta Sessa Stilhano Yamaguchi – professora do Departamento de Farmacologia da Santa Casa de São Paulo

Revisado por:
Priscila Keiko Matsumoto Martin – Diretora de Pesquisas da Debra Brasil

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